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Fundado em 22 de abril de 2003, às 01:46 am
As idéias vem e vão, e nos intervalos nós escrevemos aqui, no Canis Familiares
(o "familiaris" não é com a letra i, por causa da proteção autoral da biologia ao nome do cão).
INTEGRANTES DO MUNDO CÃO:
Roberto Galluzzi
(Betão)
ICQ nº 16127903
Nascido em 09/09/1978
Natural de Muriaé-MG;
Hoje em constante peregrinação
entre MG, RJ e ES;
Bacharel em Direito;
Concursando;
Apaixonado pela vida,
pela justiça,
confiante de que o mundo
um dia será melhor;
Amante incondicional da família,
da música e da escrita;
Busca de forma incessante
a felicidade.
Thiago Quintella
(Tackle Berry)
ICQ nº 19745349
Nascido em 11/04/1978
Natural do Rio de Janeiro-RJ;
Mora em Petrópolis-RJ;
Bacharel em Direito;
Querendo ser professor;
Aprecia todas as artes,
mas a qual mais se identifica
é a Literatura;
Gosta de todas as
manifestações culturais,
principalmente esportes e música,
desde que sejam autênticas.
NOSSOS BLOGS FAVORITOS:
As aventuras de Bia
As Susies e Pé no Chão
Cantinho da Dani
Casa da mãe Joana
Conto meus contos
DXB
Falando nisso
Flixonase Aquoso
Foice e Martelo Branco
Francezinha Tagarela
Horizontal
I am not afraid
Leite Show
Morgana
Outra Talvez
Patuvê
Perséfone
Pequena Jornalista
Sweet Poison
The Sweetest Thing
Where Is My Mind?
Zarros, porém felizes!!!
ARQUIVOS:
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DROPS BROTHERS - 9 - A vez de meus irmãos.
LÁ VEM A NOIVA TODA DE... PRETO
Durante um belo almoço, meu irmão mais novo resolve contar como será o casamento dele. Explico-lhes de antemão que ele não tem noiva, sequer namorada. Está aí, na pista, mesmo assim já idealizou sua comemoração de bodas. Não sei como o assunto surgiu e ele assim o desenvolveu.
-Ah, tá pensando o quê? Eu quando casar vou ficar até o fim da festa, participando da zoeira. Não vai ter essa dos noivos saírem no meio da festa para aproveitar a lua-de-mel. Pô, vou ficar o tempo todo com a minha mulher depois e não vou aproveitar a festa? Ficarei até o fim e vou chapar no sofá depois; vai ser é lua-de-MÉ!
-Mas vai ser de manhã?
-Ih, neguinho, de manhã nada... vai varar o dia inteiro... 24 horas de festa. Depois da igreja, lá, certinho, como ela ou a sogra quiserem, só exijo que ela se vista de preto; e depois, malandro, quero todo mundo na boate! Só vai ter galera conhecida, só amigão mesmo, camaradaços, e muita mulher gostosa para negozinho se dar bem lá, quem não se arrumou ali, malandragem, não se arruma mais!
-E o som?
-Pô, rock and roll, claro! DJ direto nas paradas. Vou até fazer uma apresentação, só de amostra. Tum tss Tum tss, scratch!E Pagode? Claro que vai rolar uma rodinha de samba! Vou querer ver todo mundo na pista mesmo. Geral, neguinho, ninguém parado!
-E quando você pretende fazer isso?
-Ih, esquece, vai ser daqui a muitos anos!
postado por THIAGO QUINTELLA às
23:29
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Domingo, Fevereiro 29, 2004  |
A VERDADEIRA NOBREZA
Durante uma semana tive um hóspede em minha casa. Filho de uma amiga de minha mãe e também nossa professora de inglês. Seu nome é Adriano Nobre.
O motivo foi que seus pais tinham que viajar e ele houve de ficar conosco. Foi meu companheiro de quarto. Deu uma grande mudança na casa, pois era mais um irmão meu. Foi bem legal.
Vinha da faculdade e durante o jantar conversávamos sobre suas atividades. È um exímio artista plástico, não economiza emoção mesmo ao pintar naturezas mortas. Um quadro de umas hortênsias que ele nos presenteou parece ter vida e realmente dá vida à nossa sala. Por duas vezes foi aos seus cursos no SESC, pois não podia parar.
Compramos-lhe uma latinha de cerveja com símbolo do Botafogo. Na época, me ensinava alguma coisa de computador. Falava de seus familiares, de seus planos e de sua visão de vida, interessantíssima por sinal. Por vezes chorava em um canto, não sei se de saudade, não sei se insegurança. Creio que de nenhuma das duas, e sim de felicidade.
Antes de dormirmos, divagávamos sobre as pequenas coisas da vida que se tornam grande. Problemas que nos corroíam se transformavam em detalhes diante da grandeza desta pessoa. O assunto só terminava quando o sono nos vencia. Sempre terminávamos com um riso.
Quando voltava da faculdade jogávamos palavras-cruzadas de tabuleiro, ele me ensinava uns jogos de cartas e algumas vezes até me mandava estudar, pegando o código civil querendo saber algumas coisas da lei. À noite, víamos jogos de futebol, basquete e vôlei; quem sabe algum filme que meu pai alugava de acordo com os interesses deste nosso convidado e conviva por sete dias.
Findo os dias, despedimo-nos com um almoço e a presença de sua mãe. Como tínhamos histórias para contar!
Este homem é grande!
...
Ah! Perdoam-me! Quase me esquecia. Adriano nasceu com um defeito genético no cromossomo 23, acho que é isso... não! trissomia do cromossomo 21, algo assim; nasceu com síndrome de Down. Mas isto foi detalhe.
Um grande Abraço meu Nobre! Apareça de vez em quando!
Thiago Quintella de Mattos
postado por THIAGO QUINTELLA às
12:53
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004  |
Tentei fazer uma introdução para meu futuro livro e achei legal porque deve motivar alguém a ler:
Introdução
Espero não estragar nenhuma surpresa quanto a introdução à compilação destes dezessete textos que formulei (e às vezes ainda os formulo) de 1999 até 2003. Eu disse "textos" porque tenho uma enorme dificuldade em conceituar 'conto" e "crônica", muito embora tenha pesquisado seus significados; ambos se confundem pois um "conto" pode ter um pouco de verdade ou experiência própria, embora ficção; ou a "crônica", por sua vez, pode ser um fato real com evidentes surrealismos.
Por exemplo, acredito que a "Máquina Viva", nesta obra, é uma crônica, pelo menos foi criada com esta intuição, porém, nas releituras, percebi que caberia como um belo conto. Gostei dela como crônica porque o caso acontecera realmente e vi que podia dar condições de reflexão ao leitor. Mas vem Rubem Braga e diz que a melhor crônica é aquela que no dia seguinte, o papel serve para embrulhar peixe. E agora? Como é que eu fico? Logo ele, gênio no estilo, cujos trabalhos perduram na Literatura ( e coitado daquele que usa uma crônica de Braga para embrulhar peixe). Decidi, pois, deixar por conta do leitor definir se os textos desta obra são crônicas ou contos. O que quero mesmo é que passem agradáveis momentos de leitura, esta árdua prática.
A minha motivação para a escrita pode ter começado em 1993 quando fiz um teste vocacional. O resultado foi: Ciências Biológicas e Literatura. Eu, que aos quinze anos mal sabia o que era ler; gostava de história, geografia e olimpíadas, teria vocação para as letras? Estranho, mas parece que de alguma forma incrustaram a Literatura no meu inconsciente e passei a abordar melhor e gradativamente esta idéia. Formei-me em Direito. Não sou um adepto às práticas forenses nem ao exercício nobre da advocacia, o qual admiro em muitos de meus colegas que quiseram seguir a carreira aprendida na universidade, todavia, sou eternamente grato por completar este curso que me motivou a me interessar por muitas outras áreas: Filosofia, Economia, Línguas, Sociologia, História, a própria elaboração das leis e... Literatura.
Bons professores não casavam de defender a intensa prática da leitura, ainda mais para estudantes de Direito. Bradavam: "Passem a ler os editoriais dos jornais, as opiniões! Romances! Leiam os romances que se vendem em sebos e em qualquer banca ou livraria a preços modestíssimos! Deixem de beber dois chopes e comprem um Machado de Assis, Lima Barreto, Aluísio Azevedo, José de Alencar... Ah! Não têm tempo?, leiam contos..." E muitos deles citavam os grandes autores da Literatura Universal como sendo os principais "professores" da boa comunicação. E ainda completavam: "Quanto mais lermos, mais fácil será nossa maneira de se comunicar, de se impor. Nosso vocabulário melhora sensivelmente à medida que lemos."
Seguramente não segui estes conselhos logo, entretanto, nos períodos finais percebi o quanto deveria correr para estes ensinamentos. Não encarei, de primeira, os romances nem os ensaios (à parte os livros didáticos), mas fui em contos e crônicas; nos jornais ou nas coletâneas. Se fosse elencar os grandes nomes que me impulsionaram a me tornar um quase compulsivo leitor (e comprador de livros), daria várias páginas desta introdução. Apenas vou escolher, cinco da língua portuguesa e cinco das outras línguas: Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, Machado de Assis, Lima Barreto e Chico Anísio; Dostoievski, Stendhal, Guy de Maupassant, Voltaire, Eduardo Galeano. Estes foram importantes não só por serem eles grandes escritores, mas por serem os primeiros me dar coragem para me jogar neste mundo da Literatura.
Os textos vindouros nesta obra não passam de idéias e observações extraídas do convívio com a família e com os amigos; com os livros, com a vida; e com minha essência. Muitas pessoas se lembrarão de algumas coisas que aqui citarei, muitas delas podem ser a personagem ou àquela que lançara a centelha de tal passagem que encontrarem aqui. Muitas delas também podem não se lembrar, mas eu me lembrei. Portanto, vocês fazem parte destas linhas.
Creio ser fácil ler todos estes textos. Aconselho a ler um por dia. Mas ao terminar, não jogue fora, incentive outro a lê-los ou leia em conjunto, mesmo que reunir um grupo para ler na era da televisão seja possível somente quando acabar a energia elétrica durante o dia.
Thiago Quintella de Mattos
postado por THIAGO QUINTELLA às
13:20
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Terça-feira, Fevereiro 24, 2004  |
FOLIA DE UM CONCURSANDO
É carnaval!!!
Aqui estou eu, em plena sexta feira, tarde da noite, em frente ao computador, refletindo em meio às minhas dúvidas e incertezas, ao som de "Have you ever seen the Rain", do Creedence Clearwater. Na TV vejo trechos da festa em Salvador. Milhões de pessoas se espremendo em meio às ruas, angariando forças sabe-se lá de onde para zoar, pular, beber, se enlouquecer... E eu passando esse feriado literalmente em branco, concentrado nos estudos, motivado pela sede de vitória, de conquista de objetivos que agora se mostram tão próximos. Será que realmente estou próximo do fim de mais uma etapa deste meu ciclo de vida?
Curioso pensar que a cerca de 4 ou 5 anos, teria a maior animação de estar lá, seguindo um trio elétrico, zoando, me divertindo, bebendo até ficar bem alegre... Nem curto carnaval, mas me divertiria em função da zoeira em si. É irônico pensar assim, porque hoje não vejo mais a mínima graça nisso. São coisas que inexplicavelmente já não mais me enchem os olhos. Ao invés de zoeira, maluquice, atitudes impensadas, hoje busco tranquilidade, sossego, qualidade.
Nessas horas a gente percebe que tudo o que vem também se vai. Nada se repete, nada se perpetua, tudo tem o seu momento apropriado. Saudades acabam rolando, é verdade. Exemplo? Nesse momento, sinto saudades da minha recém - findada vida de universitário, onde a ausência de compromisso, os sonhos e a inexperiência imperavam de forma constante.
Hoje mesmo conversava com dois amigos que moram comigo, acerca de nossas idéias pós - vestibular. Simplesmente, eu não tinha qualquer convicção formada. Comecei a fazer o curso de direito sem ter a mínima noção de minha vocação. Era músico amador, usava cabelo comprido, não tava nem aí pra nada! Hoje, para minha felicidade, percebo que não poderia ter feito escolha melhor.
Os anos de faculdade foram, até agora, os melhores de minha vida. Morar longe de casa foi a grande jogada: aprender a se virar sozinho é a melhor forma de aprendizado. Mestre Tackle sabe conceituar melhor do que eu as transformações pelas quais passei, hehehe.
Enfim... Fica a pergunta: O que mais vem por aí? Tenho um leve rascunho em mente, digamos assim... Espero estar dando os passos corretos, por mais difíceis que eles possam ser, rumo à produtividade, à realização! É muito cruel essa indefinição! E é isso. Deixo aqui, consignado, neste momento, o meu desabafo, autêntico, registrado sem qualquer revisão, à vocês. Boa folia pessoal! Um abraço! :)
postado por ROBERTO FRAGA às
01:42
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Sábado, Fevereiro 21, 2004  |
CONVERSA DOS OUTROS - Segunda parte.
Escrever casos e diálogos tendo como origem de idéias: papos de boteco; filas de banco; estação da Carioca; janela de algum prédio em Copacabana é mole! Qualquer um faz! E eu, como sou qualquer um, também o fiz. Era no banco e, confesso, não foi nada demais, apenas me surpreendi com os conhecimentos geográficos adquiridos nos jornais.
Na Caixa Econômica Federal, como devem saber, há um sistema de senha que pegamos em papéis assim que assomamos à entrada das fileiras de cadeiras. Ao menos é confortável. A fila possui três cadeiras e me sentei ao lado de um senhor. Depois outro senhor senta na cadeira em frente e reconhece o senhor ao meu lado. Por vê-los se cumprimentarem e começarem um papo com um deles virando desconfortavelmente o pescoço, ofereço o meu lugar que pouco mudaria na ordem da fila.
Tema: o tempo.
-Essa temperatura não está normal não. Imagina como deve estar lá em baixo (Rio de Janeiro).
-Não está mesmo! E ainda é o que? Setembro, né? Nem a primavera começou e já está assim. E olha que aqui é cidade serrana!
-Uma coisa eu te digo. Estava lendo aí, esses dias, que se as indústrias não pararem de poluir o planeta vai faltar água para todo o mundo.
-É... daqui a vinte anos vai valer que nem ouro!
-Não é que é? Mas vai faltar é água para beber! O marido da minha sobrinha, que estuda essas coisas e lê jornal para caramba, disse que a terra está ficando cada vez mais quente e vai descongelar os pólos!
-Ah! Antárctica e pólo norte, né?
-Isso mesmo!
-Já vi isso também.
-E aí vai inundar todas as cidades que tem praia. Lá em baixo e no Nordeste, vai ter mais praia nenhuma.
-Imagina, só deve ficar o Pão-de-Açucar e o Corcovado. hehehe.
-Vamos para praia do Cristo Redentor? hehehe. Vou mergulhar do bondinho.
-Eu não, ainda bem que tenho minha casinha em Visconde de Mauá, é para lá que vou com minha mulher.
O interessante foi que eles se mostraram tão bem em efeitos do clima na terra, mas de geografia física pecaram. Se moram em Petrópolis, como acredito, poderiam ficar por aqui mesmo, muito embora Visconde de Mauá seja bem mais alto.
Povo único o nosso, apesar das igualdades comportamentais gerais de todas as pessoas, só nós mesmo para fazer piada de uma suposta trágica previsão!
RESULTADOS:
Depois do número absoluto de eleitores ter superado os 80 mil, apuramos os votos e pesquisas para chegarmos ao resultado:
DRUICILA: é uma plantinha que serve de alimento energético para os dromedários tunisianos que vacilam com os turistas;
ROMÉLIA: Região onde está a atual península Ibérica, habitat das primas das bromélias;
LACIONE: modo imperativo do verbo transitivo direto LACIONAR, que libera calor é serve como remédio para algumas pessoas com dilurimentos básicos nas glândulas sudoríparas.
ESTAUTERSON: medida de energia oxigenal cardíaca quando o bicho começa a pegar durante uma cirurgia arriscada. 1 ESTAUTERSON equivale a 7,5 joules (1est = 7,5 j).
postado por THIAGO QUINTELLA às
17:00
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004  |
SINGELO COMUNICADO :)
Caros amigos, leitores deste humilde espaço:
O meu post de hoje, na verdade, era pra ser mais um texto de minha autoria, que comecei a redigir a dois dias atrás, mas não consegui terminar. Na verdade, estou repleto de preocupações e tensões, face à proximidade da segunda fase de um concurso público no qual estou participando.
Assim, é com extrema contrariedade que venho comunicar-lhes que nas próximas três semanas não estarei postando no Canis, pois a partir de agora, estarei me dedicando integralmente aos estudos, a fim de ter maiores chances de aprovação nessa árdua segunda etapa.
Estou com uma oportunidade única em minhas mãos, que simplesmente não quero desperdiçar. Tentarei, dentro do possível, acompanhar os textos do Thiagão (que tenho certeza, irão entretê-los de forma muito mais eficiente do que os meus), e, eventualmente, postar algo.
Tem início a contagem regressiva meus caros! Que venha o desafio! Espero ter boas notícias, em breve, pra dar a vcs.
Um abração a todos!
:)
postado por ROBERTO FRAGA às
23:37
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004  |
PESQUISA: O QUE É ESTE NOME?
Vemos que nomes esdrúxulos fazem parte de nossa vida e todos nós temos um caso. Aproveitando o ensejo, o CANIS lhes traz, leitores, uma pesquisa para que você escolha o significado mais plausível para tal nome. Asseguro-lhes que eles existem e foi motivo de muitos debates, principalmente entre mim Capella e Sindorf, sem o devido consenso. Cabe agora a você acabar com este impasse.
Escolha uma das alternativas, dê seu voto nos comentários que armazená-lo-emos, a fim de que no artigo seguinte venha um adendo com os resultados!
VAMOS LÁ!
1-DRUICILA (feminino)
a)Seria uma birita? O cara chega no bar, às cinco da manhã, bebaço, e pede ao homem do bar.
-Ô meu irmãozinho (HIC!), me vê uma dose dupla de DRUICILA aê, me fazendo favor (HIC!), sem gelo, ouviu bem?
b) Um vegetal? Veja a situação: O pai e os filhinhos, uma menina e um menino, passeiam na fazenda do vovô e o pai dá uma de biólogo, mostrando todas as ¿coisinhas¿ para os pimpolhos. Ao ver um vegetal:
-Olha Luisinho, Olha Paty. Uma DRUICILA brotando, que bonitinho. Quando ela crescer vai ficar igual àquelas outras plantinhas ali. Cheira, é perfumada!
c)Um verbo? "Segura, segura!! Não deixa isso DRUICILAR, não! Se DRUICILAR será um ano de trabalho jogado fora! Cuidado!"
2-ROMÉLIA
a)Seria uma antiga região do Império Romano? Atentem para a lição! César, ao invadir a baixa ROMÉLIA em 40 a.C., devastou todo o humilde povo que ainda tentava defender suas tradições. Assim mesmo, arqueólogos acharam resquícios da cerâmica ROMELIANA...
b)Uma suposta indisposição?
-Pô, mermão, me deu uma ROMÉLIA agora, to até meio tonto.
-Ô, cara, vai pro banheiro, lava o rosto... vou pegar um copo d¿água...também, bebe pacas, dá nisso!
c)Um verbo?
-Marlene, não dá mais, vamos ter que nos ROMELIAR... o pedido já foi feito e amanhã entrego os papéis para os advogados.
-Argemiro Augusto! Não! Tudo menos uma ROMÉLIA! Nesta altura do relacionamento, ROMELIAR... NÃO!!!
3-LACIONE (feminino)
a)Seria um remédio?
-Dotô, me vê mais uma receita de LACIONE 3mg, a minha caixa acabou ontem e já to passando mal!
b)Um animal silvestre? O mesmo pai das crianças do nome 1 continua seus ensinamentos na fazenda do vovô:
-Olha Luisinho, Olha Paty. Uma toca de LACIONE, é um bichinho deste tamanho que come os ovos da galinha, tem uns dentinhos assim...
-Morde, pai? Ele morde?
-Morde nada, só criança malcriada!
c)Um verbo?
-LACIONE durante dois minutos toda a solução e aplicaremos um pouco mais de água... Viram? acontece a LACIONIZAÇÃO da solução e o resultado é delta. E quando o resultado é delta que acontece ao LACIONARMOS, turma?
-LIBERA CALOR!
-Muito bom! Estão preparados para a prova de química experimental da semana que vem!
4-ESTAUTERSON (masculino)
a)Uma peça de automóvel? O mecânico analisa o motor sob o olhar ignóbil da Madame, que sabe tanto de mecânica, quanto de futebol.
-É minha senhora, olha aqui... o ESTAUTERSON tá detonado.
-Tem como consertar, moço?
-Nem pensar, só encomendando outra peça lá do sul. ESTAUTERSON é eletrônico, Madame, não conserta assim, não.
-Então, vou ligar pro meu marido para saber se pode trocar.
-Calma, aí Madame, a gente pode dar um jeito. ESTAUTERSON não é muito confuso, não.
b)Uma medida? Durante uma cirurgia, todos tensos! A enfermeira enxuga a testa do cirurgião principal que pergunta para um auxiliar:
-Sousa, o que marca no aparelho?
-Doutor, o nível desceu para 4 ESTAUTERSONS, pode aumentar o oxigênio?
-Não, agora não. O paciente não pode agüentar. O nível de ESTAUTERSON ideal é muito relativo, vamos esperar subir um pouco, naturalmente... Outro bisturi, por favor!
c)Uma moeda corrente?
-Sabe, seu miserável, estou por aqui com você. Você não vale um ESTAUTERSON FURADO!
Ou então:
-A cotação o ESTAUTERSON caiu 1,7% neste mês de março e a tendência é se valorizar uma vez que o dólar...
Aí está... votem; e no próximo veremos os resultados!
postado por THIAGO QUINTELLA às
06:37
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004  |
O CANIS FAMILIARES, apresenta o nosso correspondente do mundo da saúde. Vejam o que eles nos conta:
"QUEM...?
Me chamo Eduardo e sou estudante de medicina. Atualmente estou no sexto ano e estudo na Faculdade de Medicina de Petrópolis. Na minha primeira semana na Disciplina de Obstetrícia fiquei meio chocado com alguns fatos...
É o seguinte, após examinar as recentes mamães, ia puxar um papinho pra "quebrar o gelo" e então comecei:
- Oi, qual o seu nome?
- Marcela...
- E ai marcela, tudo bem? Esta sentindo algo?
E a conversa se arrastava quando tive a infeliz idéia...
- Qual o nome da sua filha?
-Raimunda...
Logo pensei naquela piadinha-... "feia de cara boa de ..."
-É que minha vó morreu semana passada e eu queria homenagear ela? O que voce acha doutor?
Ainda relativamente politizado respondi:
-É meio incomum não acha?
- Mas eu gostava tanto da minha vó! Acho que ela ficaria feliz com isso.
Pensei: " Mas e a sua filha...??? quando ela tiver doze anos"
Fui para o outro leito. Examinei e novamente:
-Qual o nome do seu filho?
-Vai ser Edvaldson, o pai que escolheu. Por mim seria Cauã, igual ao menino da novela.
Olhei para a mesa e ainda faltavam 3 prontuários para eu fazer a evolução. Fui em frente, e no fim de cada exame perguntava, já que comecei a achar um tanto cômico, pelos nomes das crianças.
Esta ainda estava gravida...
-Seu filho já tem nome?
-Já sim doutor, é Eloah.
-Então vai ser menina? - perguntei com a minha ignorância.
-Não, é menino, é um nome biblíco.
Pelo menos esta mãe não se influenciou com a tv.
Seguindo a ordem...
-Oi, que filha bonita que a senhora teve!
- Obrigado, voce achou?
E não é que a criança era linda mesmo!
-Qual o nome dela?
-Vai ser Djéssica!
Não se assustem, é como se lê, com D mudo!!!
-Tem certeza?
-Ainda não doutor...
Por um momento obtive um alívio, mas não tardou!
-... o pai foi no cartório hoje pra ver se pode colocar este nome. Na minha outra filha foi uma trabalheira só!
- Por que?
Não podia ter feito pergunta pior...
-Por que minha outra filha se chama Djenifer! Foi um trabalho só convencero moço do cartório...
Pensei comigo: "P... que pariu! Que gente louca."
E chegou o último leito. Conversa vai, conversa vem e fiz a grande pergunta.
- Ele já tem nome?
-Mais ou menos. Não sei se vai chamar Richardson ou Rafael...
Nem deixei a mãe acabar de falar e já totalmente transtornado com as pérolas que tinha ouvido, falei:... não melhor, meio que ordenei!
-PÕE RAFAEL, PÕE RAFAEL, PELO AMOR DE DEUS...!!!
postado por THIAGO QUINTELLA às
11:54
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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004  |

CADEIA CULTURAL-ALIMENTAR
Enquanto a família assistia a um filme, concentrados, dois amantes felinos resolvem pouco se lixarem para os ouvidos da sociedade e fizeram questão de sabermos que estavam se amando. Meu pai se revolta:
-Pô... tem gato agora aqui em casa? Vai sujar o terreno!
-Não, isso são os gatos da rua que entram aqui, eles já vão embora. - responde minha mãe.
-Vamos acabar com isso. Thiago, se você vir um destes gatos por aí trate de eliminá-lo!
-????? Como farei isso, pai? - retruco atônito - De dia eles dormem e à noite não os acharei nunca!
-Se vira! Nada contra, mas não gosto deles aqui, enchem o saco a noite inteira.
-Deixa para lá - intervém minha mãe - é só por uma noite.
Voltamos ao filme apesar do amor daqueles se tornar cada vez mais audível. No dia seguinte, certo de minha missão, percebi que os gatos habitam uma cadeira da guarita e são pelos vigias alimentados. Ao menos ali eles ficam serenos! "Bom, deixa - pensei - hoje não haverá motel embaixo das janelas, embora não saiba o quanto de satisfação necessitam os gatos". Enganei-me. O sexo voltou a rolar, agora enquanto jantávamos.
-Aí, viu estes gatos hoje, Thiago?
-Vi, mas eles se comportam durante o dia e...
Já era, haveria de me virar mesmo.
Ocorre que fui salvo pela cultura brasileira e chinesa. Como consegui isso? Ora é só ter um pouco de bom senso. Carnaval chegando e os blocos precisam de mais pandeiros, taróis surdos e tamborins. E é o esquindô!
Os chineses, por seus turnos, precisam de um meio mais barato de conseguir as carnes do delicioso Yakisoba (que é um prato japonês, diga-se de passagem). Logo, apenas deixei o carnaval se aproximar e ganharia os méritos da missão de extinção dos felídeos, cumprida. O projeto GATO ZERO.
-Um eu já eliminei, pai. Ele foi meio arredio, mas conseguiu se adaptar à nova casa dele, ali perto da subida do ônibus.
-Muito bom! Falta o outro.
Bem, na casa da subida do ônibus repicavam os tamborins. Este ano o bloco sai com instrumentos novos. O segundo animal sumiu no dia seguinte! Adianto-lhes, leitores, que nada fiz para eles serem extintos das redondezas; não teria coragem disso. O que aconteceu foi uma espécie de aceleração da cadeia alimentar pelos sambistas. Mais vale um pandeiro na mão do que um gato vadio na rua, segundo eles.
-E aí, Thiago? - diz meu pai ao telefone - tudo bem?
-Sim! - a mentira tem seu preço - eliminei toda a espécie de felinos pelos arrabaldes, hehehe!
-Excelente! Vou sair mais cedo hoje, vamos comemorar! Vamos comer comida chinesa. Tem um restaurante novo, muito bom!
-N-não! China não!
-Ué, por que? Que delírio é este? Você sempre gostou...
-É que... carnaval chegando pai, sabe como é?
-Bom, vem com a mamãe e seu irmão, se ele estiver aí, e vamos nos encontrar no estacionamento, de lá saímos.
-Tá... beijos.
Desliguei o telefone sabendo que teria que explicar minha hesitação e desespero ao saber que iríamos ao tal restaurante. Indo para lá:
-Thiago, por que não queria ir ao China hoje?
-Sabe é que pai? É que, como eu li numa revista antiga (MAD), à medida que os gatos somem aumentam as carnes nos restaurantes chineses.
Ele extirpa uma risada. "UAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH"
-Ê filho, sabe nada ainda hein, a carne do animal vai é para o churrasco do pagode. O gato serve tanto para a música quanto para a nutrição. Essa coisa de restaurante chinês é só em Nova Iorque e São Francisco, coisa de americano; e dizem que é cachorro, não gato que vai para a brasa. E, olha, não é tão ruim assim. Já comi muito disso em Paracambi, nos tempos de plantão.
Nesta minha mãe se manifesta.
-Argh! Que nojo! - tapava o nariz e contraía a boca como se um cheiro fosse embora naquele instante. Meu pai não recebeu mais beijos nessa noite.
Murmurei:
-Humpf! Tá legal, eu aceito o argumento. Mas a rapaziada lá não está sentindo falta nem de cavaco e muito menos de pandeiro e de tamborim.
Mas não me dei por rogado e mais uma vez a brincadeira custou-me caro.
No restaurante.
-Também, agora sou vegetariano. Mestre, por favor Yakisoba de legumes, capricha no brócolis!
-Que babaquice, Thiago, coma o que você gosta!
-Não, está bom para mim assim, além do mais, preciso emagrecer.
Minha mãe sorriu e aquiesceu.
-Isto mesmo, menino!
E o demente comediante que lhes escreve, teve que babar com os camarões empanados e lombinhos que eles comiam enquanto engolia couves-flores e repolhos!
postado por THIAGO QUINTELLA às
07:14
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Sábado, Fevereiro 14, 2004  |
MÚSICA DO DIA
To literalmente viciado naquela música "Going under" - Evanescence. É muito som! :)
postado por ROBERTO FRAGA às
23:18
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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004  |
SER LIVRE É EXERCITAR A VONTADE?
Quem é o verdadeiro senhor de suas palavras, gestos, atitudes comissivas e omissivas? Será que somos verdadeiramente livres? Agimos sempre de acordo com a nossa sã consciência?
Posso estar enganado, mas creio que essas sejam perguntas sem resposta. Aqueles que ousam respondê-las, acabam lançando ao ar palavras genéricas, sem muito sentido concreto no âmbito da vida pessoal de cada um.
Como já visto anteriormente, o homem é um ser em constante mutação. Vai evoluindo ao longo dos anos, até atingir um certo grau de maturidade, momento em que começa a dar seus próprios passos, pois adquire a sua independência e liberdade de agir.
O amadurecimento é mesmo o ícone, a bandeira representativa da independência pessoal. A partir desse momento, o homem liberta suas vontades, que até então viviam de mãos atadas, algemadas, privadas do convívio social e do contato direto com a luz do sol.
E, nesse exato momento, retornamos às indagações acima. Até onde o homem é verdadeiramente senhor de seus interesses, de suas vontades? Quais de suas ações são verdadeiramente praticadas sob a égide de sua plena convicção?
Ora, é tênue o limite entre o auto - controle e a sociabilidade; a impulsividade e o instinto avassalador. Em incontáveis oportunidades, deixamos de lado nossos pensamentos livres, rompemos as limitações que a realidade nos impõe, sem pensar duas vezes nas consequências de tal fuga.
Influenciadas, as pessoas percebem que são verdadeiramente capazes de fazer muito mais: se mostram guerreiras, encontram força soberba para lutar contra as dificuldades, almejam de forma obsessiva a vitória e o reconhecimento de seus esforços.
E o que dizer da vontade a dois? Aquele momento em que duas pessoas destinam suas vontades para um só ideal, e nele se perdem, se desnorteiam em uma viagem eterna e sem fim. A vontade é, sem sombra de dúvida, pai e mãe do desejo e da atração. Sob a sua influência, distâncias ganham proporções irrelevantes, proximidade adquire status de insanidade, as palavras e o toque ganham força descomunal.
A realidade, onde efetivamente se exerce os limites da liberdade, acaba ficando, nem que seja por um breve período, relevada a segundo plano, em prol dessas vontades mais latentes, importantes.
Liberdade? Tenho minhas dúvidas. O homem parece, a todo tempo, não desejar ser inteiramente livre. Existe alguma força, bem maior, que não se sabe de onde vem e nem pra onde vai. Só o que se sabe é que ela é de suma importância para a própria sobrevivência, para o alcance da realização e da felicidade. As algemas continuam íntegras, em algum lugar.
Alguém sabiamente já dizia: a razão não sabe viver sem estar de mãos dadas à emoção!
postado por ROBERTO FRAGA às
12:46
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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004  |
DROPS BROTHERS - 8 - A vez de meus irmãos.
Tenho um conto sendo arquitetado. Tá na tinta e no papel e em breve estará em meu segundo livro de contos para registrar (ainda não publiquei o primeiro, tá na revisão. O conto é sobre algo semelhante ao que conversei com meu irmão mais novo no domingo quando encontrei no meio do caminho, enquanto voltava de um bar para ir a outro.
-E aí sanguinho, tava onde? - ele pergunta.
-Lá na praça, tomando cerveja e involuntariamente ouvindo sete músicas diferentes em sete carros espalhados pelos arrabaldes. - e cumprimento o amigo dele que estava ao lado. - Cole?
-Então pega mais uma lá para gente.
-Acabou aí? Vou pegar lá. Vou deixar pago.
Voltei com a birita. Passou um cara de bicicleta, estacionou-a no poste, subiu algumas escadas e cumprimentou maior galera. Fez um legal para gente e logo foi para outro grupo; bebericou uma caipirinha de um cara e saiu com pressa em direção ao seu veículo. Ficamos nós em silêncio apreciando a peripécia do cara, meu irmão me pergunta.
-Brother, tu conhece este maluco também?
-Não sei, mas parece ser onipresente.
-Isso mesmo, todo lugar que eu vou este cara chega, ou está, ou passa rapidinho assim.
O outro complementa - Parece até relações públicas de alguma para aí.
E meu irmão...
-Nada rapá, ele é Cristo testando a gente, só pode ser! É bom a gente ficar de olho e não criar stress com ele.
DE QUEM É A CULPA?
Eu gosto de ler durante a noite nada que seja relacionado ao estudo. Apenas gosto, porém não é possível todas as vezes. Para mais conforto, deito na cama e ligo não só o abajur como também a luz principal, ambos fazem com que fique a iluminação suficiente.
Minha mãe foi buscar meu pai. Abri o portão e voltei à leitura não-profissional de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (recomendo a todos). Eles chegaram 15 minutos depois e fui logo abrir o portão. Nessa de oi tudo bom, como foi o dia, desci para televisão para ver o um jogo. Segundos depois meu pai me chama.
-Thiago, olha só isso aqui!
Era ele com a conta telefônica em riste, mostrando que aumentara bastante. Primeiramente, pensei em que utilizei demasiadamente durante este mês, para automaticamente ele me dar esta chamada. Depois, fiz a média dos aparelhos que os membros da família utilizam.
Há os chuveiros, a televisão, o video-game e o computador. Lava-louças, secadora e lava-roupas. Ah sim, o computador, este uso muito mesmo. Deve ser este o esporro. Preparei-me.
-Fala pai.
-Viu só? O quanto vamos pagar? Então vá desligar a luz de seu quarto!
-...
Se ao menos fosse pelo computador esta bronca... hehehe.
Não suficiente, me pede o carnê de pagamento do cartão.
-Tá em cima da mesinha do telefone.
Não estava e fiz uma longa busca pelos dois quartos, o meu e dos meus pais. Já estava desanimado e beirava a meia-noite quando aprece minha mãe e:
-Ah! É um papelzinho igual a este aqui? - e pega uma boleta semelhante:
-SIM!
-Ah! Acho que eu vi isso hoje. Guardei lá na pasta.
Quarto de hora depois eu acho a paradinha.
postado por THIAGO QUINTELLA às
22:41
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004  |
DEDUÇÃO DOS OUTROS
Peço-lhes cuidado ao encontrar algumas pessoas em situações não corriqueiras; mais atenção ainda se houver algum diálogo a mais que cumprimentos.
Cedo, cedo me pus a andar pelas ruas com uma torre de cpu para formatar o HD (coisa que em breve terei que repetir). Como a ação levaria tempo devido à quantidade de trabalho dos técnicos (que por fim viraram meus camaradas), achei por bem adiantar as missões bancárias dispostas em meus bolsos na véspera; também num dos bolsos meu fiel livro, neste dia: Contos Fantásticos, de Guy de Maupassant.
Sempre, mas SEMPRE que for fazer algo em bancos, leve algo para ler, ouvir ou jogar.
No fim da manhã o negócio ficou pronto. Aproveitando que minha mãe estaria de carro pelas redondezas, solicitei uma carona.
-Em frente ao estacionamento, daqui a quinze minutos!
-Beleza
Descansei a máquina num cantinho, falei com o pessoal do estacionamento e pedi permissão para esperar minha mãe. Com um pé numa elevação e o outro na vala consegui uma "confortável" posição em pé para ler. De repente...
-Fala garoto!
-E aí, maluco? Beleza contigo! Quanto tempo? Tá por aqui agora?
-Sim, e você? - já tomando seu caminho depois de apertar minha mão.
-Tô aqui, na área, ralando também.
O assunto não poderia mais se alastrar. Minha mãe chegou e fomos para casa. Problema do computador resolvido.
Acho que uma semana depois vou tomar umas cervejas depois de tomar um chope. No bar encontro o rapaz que me cumprimentara naquele dia. Digo:
-Ô muleque! Agora a gente se vê direto - viro-me para o balcão - xará, mais uma Itaipava aqui! - E aí? Que anda fazendo?
-Subindo e descendo direto (indo ao Rio e voltando para Petrópolis), estou no ramo de vendas e vejo se termino meu curso de informática.
-Boa...
-E você? Como está o estacionamento? Entrou no ramo dos negócios e serviços?
-Que estacionamento, rapá? Eu para negócios sou Gandhi, só negocio sem armas e sem dinheiro. Estou estudando para concurso e, se bobear, sai um livro meu aí?
-Mas, então tá fazendo bico no estacionamento, lá?
-??? Não! - reflexões buscando na memória.... AH!!! PÔ! Não, cara, naquele dia que você me viu eu estava esperando minha mãe para pegar uma carona para casa.
-UAHAHAHAH! Pô, pensei que fosse trabalhador de lá. Estava tão compenetrado nos bilhetinhos de estacionamento!
-Não, quem me dera estar ralando agora. Continuo só nos estudos!
É... um livro de Maupassant virou bilhetinhos de estacionamento.
postado por THIAGO QUINTELLA às
15:39
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004  |
CONVERSA DOS OUTROS
Por que eu insisto em ouvir a conversa de pessoas que nem sequer sabem que existo? Decerto às vezes, estas pessoas usam decibéis acima do que suporta a nossa audição que nos força a deixarmos nossa atividade (leitura, cálculos, café, concentração nas contas bancárias), para também nos inteirarmos do caso ao lado. Quiçá não damos uma ajudinha?
Aqui, porém, não é o caso. Eu prestei mesmo atenção na conversa destas duas senhoras em um café. Obviamente, fingia focalizar o jornal que lia.
- A gente lá em casa não janta, sabe?, só faz um lanche. Tomo um leite, como um queijo, às vezes um bolo que a Luzia deixa pronto, sabe?, aqueles de saquinho. Ih, mas tem dias que só tomo um chá.
-Hum...
-É isso, estamos economizando muito. Comer de noite e aquela quantidade!, estava me fazendo muito mal, rolava na cama de um lado para o outro, fora a azia, argh, até passo mal só de pensar.
-Sei...
-O Peixoto, coitado, sofria também, nem roncava mais de tanta apreensão. Dormia mal e ele tinha que acordar cedo para trabalhar no dia seguinte. Ele costumava a jantar, mas depois percebeu que ficou só ele querendo comida mesmo!, acabou que desistiu. Viu que atrapalhava toda a ordem da cozinha. Deve até de ter parado de roncar por isso, está comendo menos. Mas bebe, menina, como bebe ainda! Que desgraça! É todo o dia... ai ai...já passou da conta pro meu gosto.
-Isso não me parece muito bom, por exemplo, um chopinho ou outro ainda vai.
-Que nada! Bebe todos os dias você acredita?
-Só acredito porque vem de você está informação, menina!
-Teve um dia que ele bebeu até cachaça com água de coco. Pode, uma coisa dessas? Olha, eu sei que ele não vou conseguir mudar, mas só peço a Deus que as crianças não vão no mesmo barco. Não sei, mas parece que o mais velho já gosta de um goró!
-Calma, é só fase.
-E você, como está?
-Vou bem, minha filha vai casar, depois de quase três anos juntada resolveu oficializar o negócio, agora mesmo, em fevereiro.
-Menina, não acredito, que maravilha! E quando vai chegar o netinho, hein!?
-Daqui a três meses, ela já está grávida!
postado por THIAGO QUINTELLA às
05:20
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004  |
USE O PROTETOR SOLAR
O meu post de hoje se resume à transcrição, in totum, de um texto de Mary Schmich. O ouvi, pela primeira vez, em setembro do ano passado quando, no momento de relaxamento final em uma aula de body balance, a professora o leu, com uma música suave ao fundo. Alguns meses depois, esse mesmo texto foi lido por Pedro Bial, no Fantástico.
Posso dizer, sem exageros, que esse texto mudou bastante a minha forma de encarar a vida, especialmente em razão do momento bem hardcore que estou vivendo. Espero que ele surta o mesmo efeito em vocês também. Se já o conhece, qual o problema? Leia-o novamente, palavra por palavra, linha por linha, entrelinha por entrelinha... e chegue às suas conclusões!
Dica fundamental: Eu, se fosse você, leria esse texto ao som de Fake Plastic Trees (versão acústica), do Radio Head! Conselho de amigo ;)
USE O PROTETOR SOLAR
Mary Schmich
Se eu pudesse te dar uma única dica para o futuro,
ela seria: Use protetor solar.
Seus benefícios a longo prazo
já foram comprovados pelos cientistas,
enquanto que todos os meus outros conselhos
não têm base alguma, a não ser minha emaranhada experiência.
Mas, permita-me aconselhar...
Aproveite a força e a beleza da sua juventude.
Ah, não se preocupe.
Você não vai entender o que significa
força e beleza da juventude até que não as tenha mais.
Mas, pode acreditar em mim,
quando daqui a 20 anos relembrar o passado
através das próprias fotografias,
irá compreender de uma maneira
que não consegue agora,
quantas oportunidades ainda pela frente
e o quanto você parecia fabuloso.
Você nem era tão gordo assim...
Não se preocupe com o futuro... ou preocupe-se!
Mas saiba que a preocupação é tão eficaz
quanto tentar resolver uma equação algébrica
mascando chiclete.
Os verdadeiros problemas da sua vida serão
aqueles que nunca lhe passaram pela cabeça,
e te pegam desprevenido às 4 horas da tarde
de uma terça-feira qualquer.
Enfrente um de seus medos a cada dia.
Cante...
Não seja impaciente com os corações alheios.
E não ature quem é impaciente com o seu.
Flua...
Não perca seu tempo com ciúmes.
Às vezes você está no comando, às vezes não.
A jornada é longa, e, no final, tudo depende de você.
Lembre-se dos elogios que recebe.
Esqueça os insultos.
E se você conseguir fazer isto, ensine-me.
Guarde sua antigas cartas de amor.
Jogue fora seus antigos extratos bancários.
Espreguiçe...
Não se sinta culpado
por não saber o que fazer com sua vida.
As pessoas mais interessantes que conheci,
não sabiam aos 22.
E algumas das mais interessantes ainda,
aos 40 continuam sem saber.
Tome bastante cálcio.
Cuide bem das articulações.
Você sentirá falta quando elas falharem.
Talvez você se case.
Talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez divorcie-se aos 40, talvez dance uma valsa
no seu 75º aniversário de casamento.
Qualquer coisa que faça, não se engrandeça demais,
mas também não se recrimine.
Suas escolhas têm 50% de chance de estarem certas.
Assim como as de todo mundo.
Curta seu corpo.
Use-o de todas as maneiras possíveis.
Não tenha medo dele
ou do que as outras pessoas pensam dele.
Ele é o maior instrumento de vida que você possui.
Dance, mesmo que seja na sua sala.
Leia estes conselhos, mesmo que não os siga.
Não leia revistas sobre beleza.
Elas apenas farão com que você se sinta feio.
Aproxime-se de seus pais.
Você nunca sabe até quando eles estarão bem.
Seja gentil com seus irmãos.
Eles são os seus melhores elos com o passado
e serão as pessoas mais indicadas
para compartilhar o futuro.
Entenda que os amigos vêm e vão,
mas com alguns raros e
valiosos você pode sempre contar.
Esforce-se em eliminar as distâncias
geográficas e comportamentais,
porque quanto mais se envelhece,
mais se precisa das pessoas que
conheceu quando jovem.
Trabalhe e more em uma cidade grande
pelo menos uma vez na vida,
mas saia antes que se torne inflexível demais.
More em uma pequena cidade litorânea,
mas mude antes que se torne tranquilo demais.
Viaje...
Aceite algumas verdades inegáveis: Os preços vão subir.
Os políticos serão levianos.
Você também vai envelhecer.
E quando isto acontecer, você vai poder fantasiar que,
quando era jovem,
os preços eram razoáveis,
os políticos eram éticos,
e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
Não espere que ninguém te sustente.
Talvez você tenha investimentos.
Talvez você terá um cônjuge rico.
Mas você nunca sabe quando um dos dois pode pular fora.
Não mexa muito no seu cabelo,
ou quando tiver 40 irá aparentar 85.
Tenha cuidado com os conselhos que adota,
mas seja paciente com aqueles que os fornece.
Conselho é um tipo de nostalgia.
Dar um conselho é um jeito de tirar
o passado do esquecimento, sacudir a poeira,
passar uma borracha nas partes ruins
e apresentá-lo de uma maneira muito mais valiosa.
Mas acredite em mim quando digo: Use o protetor solar!
postado por ROBERTO FRAGA às
00:06
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004  |
O QUE DEVEMOS VALORIZAR NAS DIFERENÇAS?
O sol resolve aparecer em Petrópolis. Logo, piscina; pois é nesta época que aproveitamos para usá-la. Depois ela vira apenas objeto de limpeza e custo, senão quando o sol do inverno decide quebrar a tradição da estação.
No assunto filmes, meu pai nos lembrou de "Zorba, o grego". O filme é baseado no romance de Nikos Kazantzakis e foi filmado em 1964 na direção de Michael Cacoyannis com a boa atuação de Alan Bates e a magnífica interpretação de Anthony Quinn.
Vi esse filme numa tarde em que voltava dos serviços bancários; momento de sorte, porque achá-lo nas locadoras é uma clássica aventura arqueológica. E depois da morte do nosso amigo e dono da vídeo-locadora de clássicos, ficou muito mais raro conseguir este estilo. (Seu Antônio, que Deus o tenha e este texto pode ser dedicado ao senhor, pois você como judeu enxergou a igualdade com todos seus irmãos árabes apesar da revolta das atitudes radicais de ambas as partes). A parte (cena) é um diálogo de Zorba (Quinn), um senhor de mais de sessenta anos, e a personagem de Alan Bates, Basil, um escritor inglês que herda uma mina do pai na ilha de Creta e retrataria a vida de aldeões na Grécia. Zorba se banha em uma bacia após passar uns dias na cidade grande da região. Basil pergunta algo e Zorba responde:
-Ah, isso foi um amigo turco que me ensinou...
Basil o interrompe, perplexo.
-*Amigo turco?!* Mas gregos e turcos são inimigos naturais. Admiro-o por ter chegado a nutrir amizade com um deles.
Ainda mais estupefato, Zorba o responde (mais ou menos assim)
-Meu caro Basil: eu já matei muita gente que nem sabia quem era; já saqueei aldeias, roubei pessoas indefesas no meio da estrada, já estuprei quem nunca vi; então, fiz tudo de mal, não? Ora, mal sabia que estava fazendo porque fui condicionado a acreditar que aqueles eram ruins sem conhecê-los. Agora vejo a diferença apenas nos bons ou ruins, não importando se ele é turco ou grego, se é daqui ou dali, etc. Esta visão de rotular os bons ou ruins pela aparência é uma coisa me enoja...
Acho que esta parte é suficiente para entendermos a mensagem. E isso ganha uma grande proporção quando nos forçamos a avaliar as pessoas por sua cor, idade, time, sexo opção sexual, gosto musical, maneira de se vestir, etc. No decorre do texto me lembrei que Martin Luther King também falou algo parecido e é melhor para terminar. Aquela famosa frase do:
-"Eu tive um sonho, e neste sonho vi meus filhos vivendo numa América livre, onde ele será julgado não por sua cor, mas pelo seu caráter."
*Grécia e Turquia não travam guerras atualmente, mas no passado era comum gregos e turcos se digladiarem por aquela famosa questão... herança de guerras! Hoje este conflito está na ilha de Chipre, onde metade é de descendência grega e a outra turca*
postado por THIAGO QUINTELLA às
22:36
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004  |
BLOGS FAVORITOS!
Essa novidade merecia um post especial... Pessoal, depois de meses quebrando a cabeça para entender esses códigos malucos de html, finalmente consegui incluir no Canis a relação de nossos blogs favoritos (que obviamente, ainda está incompleta). Nem acreditei quando atualizei o navegador, e vi a parada lá, certinha, do jeito que a gente queria, hahahaha... Bia, valeu também pela ajuda ;)
postado por ROBERTO FRAGA às
15:41
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