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Fundado em 22 de abril de 2003, a 01:46 hs da madrugada.
Ó mundo que não pára de nos dar motivos para escrever!
De vez em quando sai alguma coisa que merece ser registrada no CANIS FAMILIARES.
Isso mesmo, O "familiares"
aqui não é com a letra i, para não criarmos problema de registro de marcas com a
Biologia que classificou o cachorro desta maneira.
Canis Familiares aqui é o mundo em que vivemos!
Estamos pela segunda vez em destaque na lista dos 10 melhores blogs da semana (blogs of note), na página inicial do Blogger! Isso é motivo de felicidade para nós. Se você é novo por aqui, sinta-se à vontade e solte o verbo junto com a gente! :)
INTEGRANTES DO MUNDO CÃO:
ROBERTO FRAGA
(Beto)
Nascido em 09/09/1978
Mineiro legítimo;
Hoje em constante peregrinação,
entre MG e ES.
Apaixonado pela vida,
e pelo ideal de justiça.
Amante incondicional
da música e da escrita
Apreciador atento da sinceridade,
da verdade nas pessoas;
THIAGO QUINTELLA
(Tackle Berry)
Nascido em 11/04/1978
Rio de Janeiro-RJ;
advogado;
Mestrando em Ciência Política;
"O ANDANTE DO SUBSOLO"
RAFAEL MARÇAL
(Rafa)
Nascido em 11/01/1982
Computeiro;
Bem-humorado;
Novato na área;
NOSSOS BLOGS FAVORITOS:
Amor, Paixão e Volúpia
Ana
Sapatinhos Vermelhos
As maravilhas do País de Alice
Blouson Noirs
Casamata
Clube dos Cinco
Concreto Armado
Conto meus contos
Osmar
Design by Renata
Devaneios
Dupla
Por ai
Empty Blah
Caminhos da Roça
Falta do que fazer
Foice e Martelo Branco
Thaís e Rafael
Groo, o cara
I am not afraid
I do not deserve
Krisha
Loucura Sativa
Casa dos Espelhos
Que seja doce
Marcas
Mentes Férteis
Andarilho Freak
Patifaria
Gerolino
Perséfone
Pequena Jornalista
Posso Falar?!
Rafael Marçal
Digressiva Maria
Fessora Nilza
Vida Caxxorra
Vitrine de mim
OUTROS BLOGS ONDE THIAGO ESCREVE:
Gaveta do Autor (Seção de prosas)
DISSONANCIA (Coluna CANISFAMILIARES)
Contador zerado em 11/12/04
(16.723 visitas até essa data)
ARQUIVOS:
Última atualização: 02/11/05
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ALTO ASTRAL
Todo cuidado é pouco para se andar pelas metrópoles mundiais. Essa situação se agrava quando a violência super valorizada pelos meios de comunicação.
Não há como evitar totalmente a ação que qualquer criminoso quando ele tem fixa essa idéia. O jeito é deixar de pensar nisso, eliminar todas as paranóias e, de certa maneira, não dar bobeira.
Assim caminhava para o mergulhão da Praça XV, após agradável tarde primaveril - apesar do mormaço me lembrar muito a antecipação do verão e manter esse calor absorvido pela minha camisa preta - a fim de pegar o ônibus.
Nenhum um minuto de espera e me aparece um 474 vazio; só eu entrei. Percebia alguns em pé, mas estava mesmo vazio de modo que pudesse escolher um lugar dos muitos que se dispunham: janela, lado do motorista.
Automaticamente, olho para trás para não ver nada demais, no entanto, encaro uma equipe de TV: repórter, cameraman e assessor. Passando em frente à confluência da Marechal Câmara com o Aterro, começava a dita reportagem (só desejava não ser entrevistado). Após a autorização do câmera...
- Estamos entrando no Aterro do Flamengo. O próximo ponto agora, só em Botafogo. É nesse momento que os bandido aproveitam para agirem, fazendo dessa parte do itinerário aquela que tem o maior índice de assalto a passageiros.
Cameraman, em off: Não, não. Não ficou legal! Vamos repetir.
Agora olho para trás para ver quem fazia essa reportagem "alto astral"! TV RECORD. Os funcionários da comunicação repetiam a matéria: "estamos entrando no Aterro...". Passei a ver as reações das pessoas, para ver se alguém ria comigo.
*Um senhor fazia o sinal da cruz a cada toamda da reportagem;
*Um mulato, vendedor de empadas, achou que era com ele;
*Um homem esconjurou a TV e disse que " se entrá um assaltante aqui só vai assatá você, mermão!" apontava para o repórter;
*Uma moça de cabelo trançado pensava como eu ao dizer: "Pô, a cidade já é sinsitra e eles ainda atrem coisa ruim, fala sério!"
*Trocador e motorista apenas encaravam a equipe.
Chegaram a Botafogo sem completar a matéria. O repórter ainda saiu com uma bronca do cameraman: "Pô, quando fala "vai", vai, né? Fica demorando para falar."
E saltaram em frente ao Rio Sul; retornariam todo o percurso para tentarem fazer a matéria decentemente.
Dessa me livrei!
Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2005.
postado por THIAGO às 20:44
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Terça-feira, Novembro 29, 2005  |
JAM SESSION
Quando músicos se encontram, sem pertencerem a um conjunto musical, por excelência, e fazem um som, dá-se a esse fenômeno o nome de Jam Session: uma sessão musical de improviso, se tentarmos traduzir para a língua portuguesa.
Coincidiu de um sinal fechar na Barata Ribeiro, quando do raro silêncio surgiu uma voz aguda. Não só a voz, mas o que ela cantava, "Bandeira Brancaaa...." Da mesa, onde estava a ler, virei a cabeça e achei a origem desta bela canção de Dalva de Oliveira, bem como a cena.
Constava de três instrumentalistas: o mais próximo da janela, de costas. Tocava um violão; ao seu lado direito, de perfil, um senhor com um instrumento de percussão que não pude identificar; de frente para o violão (e para mim), um tocador de acordeão; e fechando o vértice do losango, a dona da voz, com o microfone conectado a uma caixa de um aparelho de som HI-FI que, seguramente, pela forma e material que o compunha, recebera os LPs novos (à época) de Nelson Gonçalves e Orlando Silva, como, talvez, os compactos de estréia de Araci de Almeida, além de, logicamente, Dalva de Oliveira.
Como parte da platéia, assistia-os da janela na tentativa de captar os sons dos instrumentos. Foi difícil, pois os instrumentos eram acústicos e o sinal acabava de abrir, somando seus roncos ao Jam Session. Contudo, via todos os movimentos e os sorrisos. Atentei minha tia, que estava comigo na sala, ao ocorrente.
- Olha lá os velhinhos fazendo um Rock'n'roll.
- Que Rock 'n'roll, menino? Ah, hehe, tem bastante gente lá hoje. Quem mora lá é só um casal e uma moça. Aquela ali, que está no quarto ao lado.
Localizei a moça. Ela estava sentada em frente ao espelho, já nos últimos detalhes de sua própria arrumação, com uma pressa destoante do comum entre as mulheres quando estão nessa empreitada. Deduzo que ela estava de saída por não agüentar esse tipo de "encontros". Um ovo de páscoa se juntava aos itens de maquilagem; um provável presente do tocador de acordeão "é o tocador de acordeão que mora na casa", como revelou minha tia.
Desfaço minha tese, deve ter sido, pois um dos outros dois instrumentalistas, que, de agrado, presenteou a menina da casa com o ovo de páscoa. Esta, de maneira inescrupulosa e desrespeitosa, levanta-se, pega sua bolsa e interrompe a música para falar alguma coisa com a cantora. Segundos depois, recomeçam. Fiquei mais uns minutos acompanhando-os até que terminassem a música recomeçada (ou nova música).
Aplaudi-lhes solitariamente; não devem ter me ouvido, sequer me visto. Mas saibam eles que terão uma pequena platéia, no que depender de mim.
Voltei às leituras, observando-os com os ouvidos a fim de reconhecer uma canção. A menina saiu às pressas, depois de novamente ter interrompido uma música, guardando alguma coisa na bolsa. Diminuíram o ritmo à medida que a hora avançava até terminarem o Jam Session.
Rio de Janeiro, 23 de março de 2005.
postado por THIAGO às 19:11
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Domingo, Novembro 20, 2005  |
CONTATOS COM A ORIGEM
Sucedeu-se em 1987. Numa excursão do Instituto Social São José, de Petrópolis, fui, dentre outros lugares, à FUNAI e lá vi o primeiro índio.
Não achei que veria um, apenas sabia que era museu do índio e me encotraria somente com seus artefatos ou fotos. Entretanto, lá estava um e tentei falar com ele; eu e mais alguns.
Como tinha nove anos, não pude fazEr muitas perguntas porque minha mente conhecia apenas os índios da América do Norte: os malvados do filmes de David Croquett. Senti-me, porém, "aliviado", quando o índio mostrou um adereço que estava no pescoço, onde havia um algodão em cada extremidade dos laços. Isto significava PAZ!
Fiquei tranquilaço!
Aí, anos depois, estou em minha Universidade atual. Houve o evento "Interlatinidades". Uma porção de barracas com algumas referências indígenas dos países da América Latina se dispunham numa parte dos gramados. Estavam vazias, no entanto, ou ainda não havia começado o dia.
Voltava do almoço, quando decidi visitar uma barraca onde já havia gente se movimentando. Eram índios de nosso país. Agora, poderia conversar bastante com eles, já que cresci um pouco mais e vi outros filmes que não desprezassem os índios. Só que não foi tão simples assim.
Eu queria saber qual era a tribo deles, mas como perguntar aos seis ou sete membros dessa tribo que lá estavam? Falaria com um curumim que corria pelos gramados? Com a velhinha que fazia seus artesanatos, ou com a mãe do curumim que tatuava um "carapálida" que apareceu por lá também? Fui ao que me pareceu o chefe:
Demorei, mas falei:
- Boa tarde... de que tribo são?
- Kaiapós, do norte.
Esses eu sabia de onde eram!
-Ah sim, do Pará!
-É, e você... é estrangeiro?
Putz... devolveu na mesma flecha! E agora, como me sairia dessa, após ter perguntado de supetão qual era a tribo deles, ainda que tivesse relutado bastante em fazer isso?
Só pude falar:
- Não, não mesmo! Somos todos brasileiros (ridiculo, mas foi o que saiu e é o que penso mesmo)!
O cacique e os outros que estavam ao seu lado riram e concodaram (ufa!)
-Sim, somos todos brasileiros!
Rio de Janeiro, 11 de novembro de 2005.
postado por THIAGO às 09:15
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Sexta-feira, Novembro 11, 2005  |
"RIPIRRULA" Que seria isso?
Não queria comprar nada, mas acho que foi o pôster da (bunda da) Sheila Carvalho que me fez entrar em uma gigantesca banca de jornal (e de outras muitas coisas que viria a saber depois).
Talvez, pelo ambiente lotado como nunca vi em um jornaleiro, a própria moça supracitada estivesse fazendo o lançamento de sua revista naquele pomposo estabelecimento. Entretanto, logo vi uma série de livros filosóficos a preços módicos: UTOPIA, de Thomas Morus. Foi o suficiente para voltar à realidade.
Uma vez lá dentro, nada custava ver algumas novas revistas. No momento que devolvia uma revista sobre guerra para seu local de exposição, recebi um afago delicado em meu braço. Ele advinha de uma velhinha (tadinha), cujas palavras vieram assim que a percebi:
-Oi moço, boa tarde, sou eu! Pode me dar um "ripirrula"?
E agora, leitor, que seria isso? Ainda mais em tais circunstâncias. Procurei pelo dono ou por um atendente qualquer e todos estavam ocupados. Uma menina até lanchava ali dentro.
- É... boa tarde, senhora, - eu disse - mas não sei bem o que é isso?
-É! O Ripirrula! - bradou e com as mãos dela me mostrou mais ou menos o tamanho do dito ripirrula.
Eu fiquei envergonhado, mesmo pensando se tratar de uma velhinha bem maluca. Por sorte ninguém me flagrava naquela situação.
Procurei por todas as seções algo que se assemelhasse com o tamanho e principalmente com o nome do... sei lá o quê desejado por ela (coitada). Fui para a seção de fotonovelas. Nada! Passei num átimo pela seção de revistas pornográficas (pô, não podia ser isso! Sacanagem!); depois, achei que fosse um tipo de palavras cruzadas, bem bem grandes para as velhinhas que possivelmente não enxergam bem. Assim que passava para aquelas coleções de bibelôs de acrílico (ripirrula pode ser um bibelô).
A velhinha, por sua vez, me esperava serenamente na porta da banca. Achei até que tivesse se esquecido de mim e de seu pedido. Avisaria a ela que não tinha nada quando o atendente clama:
- Dona Miguelina! Tá aí escondidinha!
E prontamente foi pegar o produto dela: uma bebida tipo refresco chamada Hulla-Hulla; entregue a ela devidamente aberta e com o seu peculiar canudinho.
A velhinha não me deu um "tchau". Tolerável porque penso que ela me confudiu com um trabalhador da banca.
Comprei um guaravita, só de zoeira, e voltei para casa, cada vez mais me afastando do pôster da (bunda da) Sheila Carvalho, e da obra de Thomas Morus.
Rio de Janeiro, 2 de novembro de 2005.
postado por THIAGO às 18:36
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Quarta-feira, Novembro 02, 2005  |
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